DJ Black Doll
Diretora atual do Coletivo BDC, atriz MC e DJ oficial nas ações e eventos culturais.
O que significa BDC? É a sigla para Batalha do CEUs — referência direta ao CEU's das Artes (Centro de Artes e Esportes Unificados de Penápolis), equipamento público ocupado com rimas, educação e cidadania desde 2016.
A trajetória do Coletivo BDC nasceu da união de membros da cultura hip-hop de Penápolis-SP — como Jeferson Alves (Big G), Vinicius Costa (VNMC), Danilo Souza e parceiros — que enxergaram a potência artística represada nas periferias da região.
Inspirado pela explosão das batalhas na internet (como Batalha do Tanque e Batalha da Aldeia), Big G identificou duas demandas em Penápolis: muitos grupos de rap sem espaço para shows e dezenas de jovens que já se reuniam no CEU's das Artes para rimar. Nasceu o Surto de Rimas: divulgado apenas com um flyer amador no Facebook, o evento lotou com MCs e público de Penápolis, Lins, Birigui, Araçatuba, Guaiçara e Avanhandava.
Após o sucesso da 3ª edição do Surto de Rimas, VNMC e Danilo Souza sugeriram criar uma batalha toda semana. O coletivo reuniu-se com o Secretário de Cultura da época, conquistou autorização e alvará oficial e superou o preconceito, os julgamentos e a opressão policial para firmar a roda como espaço seguro de arte.
Idealizada por Big G em 2023 (feita na 1ª edição 100% do bolso do coletivo), a Semana do Hip-Hop foi enviada à Câmara em 2024 em parceria com a então vereadora Letícia Sader e aprovada por unanimidade como evento oficial do calendário de Penápolis.
A BDC alcançou a marca histórica de 436 edições semanais ininterruptas, conquistou a certificação de Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura (Cultura Viva) e ficou na 55ª posição nacional no Edital Vozes Periféricas da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Tendo a Batalha da Aldeia (BDA) como grande inspiração nacional de profissionalização, a BDC tornou-se o principal polo do interior paulista. Recentemente, a Vice-Prefeita de Gastão Vidigal-SP (Cláudia Brito) e a Diretora de Cultura e Turismo (Ceoneia Castilho) visitaram Penápolis pessoalmente para conhecer as instalações, dialogar com Big G e aprender a metodologia da BDC para replicá-la em seu município.
Nas batalhas, oficinas e redes sociais da BDC, o hip-hop é ferramenta de emancipação. É expressamente proibido qualquer tipo de machismo, homofobia, racismo, misoginia, capacitismo ou discurso de ódio. Nosso público (16 a 40 anos) reúne homens, mulheres, pessoas trans e comunidade LGBT+ da periferia em um ambiente acolhedor.
O Coletivo BDC é conduzido por 8 artistas, produtores culturais e educadores comprometidos com a transformação social através dos 4 elementos do hip-hop.
Diretora atual do Coletivo BDC, atriz MC e DJ oficial nas ações e eventos culturais.
Vice-diretor, produtor cultural, diretor executivo, oficineiro no CREAS, ator MC e gestor de comunicação.
Secretária do coletivo, produtora cultural, MC de batalha, rapper e atriz MC.
2ª secretária do coletivo, produtora de batalha e atriz MC nos projetos formativos e teatrais.
1º tesoureiro, rapper, MC de batalha e produtor de eventos do Coletivo BDC.
2º tesoureiro, MC, produtor cultural e rapper atuante nas rodas e festivais.
Diretora artística, artista plástica, rapper, produtora de eventos e cocriadora do projeto Som de Quebrada.
DJ responsável pela sonoridade, beats de batalha e ambientação musical das edições e eventos.